Publicado por: paulabertho | março 2, 2011

“… onde há convívio social também há choques de gerações.”

Descubra sua geração no atual momento social

02/03/2011 – Estudiosa afirma que onde há convívio social também há choques de gerações. Antes só utilizado pela área de recursos humanos, o estudo das gerações ganhou importância entre os que se vêem em conflitos com pessoas de faixas etárias diferentes. De acordo com especialistas, o intervalo entre as gerações ficou mais curto, provocando uma revolução comunicacional. Saiba como lidar com essas diferenças.

De acordo com a visão da famosa estudiosa no comportamento de gerações Eline Kullock, presidente do Grupo Foco e autora do blog “Foco em Gerações”, onde houver convívio social e relações hierárquicas de poder, há choque de gerações. Portanto, as igrejas não estão livres disso.

Um dos exemplos clássicos de conflitos de geração está nos conflitos entre a geração nascida na época entre as duas guerras mundiais e as gerações subsequentes. “Pessoas nascidas até 1940 viveram períodos de guerra, onde o militarismo viveu seu auge. E como herança militar, sempre são conservadores e privilegiam a hierarquia de poderes. Estão entre o que chamamos de ‘Geração Veterana’”. Como as gerações seguintes são geralmente menos conservadoras, os conflitos se estabelecem.

Segundo Elline Kullock, “nos acontecimentos de cada época está a chave para entender a cabeça de cada geração. Cada uma delas passou por acontecimentos econômicos e culturais específicos, que fizeram com que os comportamentos se dessem de forma distinta”. Sendo assim, pode-se detectar muitas gerações distintas convivendo em 2010. Por exemplo, os Baby Boomers. Na metade dos anos 40, terminou a Segunda Guerra Mundial. Com a volta para casa dos soldados americanos, houve nos Estados Unidos um Baby Boom (explosão de bebês). As muitas pessoas que nasceram logo após a guerra foram denominadas então de Baby Boomers. É uma geração nascida entre as décadas de 40 e 50, e que se caracteriza por dizer “Não” a guerras. Especificamente no Brasil, os jovens dessa geração ainda enfrentaram a ditadura e muitos lutaram contra os militares, por isso costumam ser exigentes, sistemáticos e às vezes centralizadores. “A ideia da geração BB era construir uma carreira que fosse sólida e com ampla fidelização ao trabalho. O poder e o saber para eles são tudo”, exemplifica Kullock.

No final dos anos 60, o Brasil ainda era censurado com a ditadura, mas os nascidos a partir desse período seriam os jovens que viveriam o momento “Diretas Já” e que veriam a tecnologia entrar de vez em casa com os videogames, videocassetes, fax e telefones sem fio. Eles viram diversas moedas no Brasil e conviveram de perto com a crise inflacionária. “Essa geração é apegada a títulos e cargos. Gosta de deixar clara a posição em que está, até porque dá muito valor ao trabalho que o levou a conquistá-la”, atesta Renato Trindade, presidente da empresa de pesquisa Bridge Research, que presta serviço de inteligência na área de tecnologia, em entrevista ao Jornal da Globo.

A geração seguinte cresceu em um país que já era uma democracia e uma economia aberta. Nos anos 90, o Brasil passou a ser economicamente respeitado após o Plano Real e a Internet abriu as portas do mundo para a Geração Y, o foco dos estudos de Eline Kullock. “Essa geração é fruto da revolução tecnológica, é uma geração verdadeiramente multimídia. Eles trabalham, estudam, ouvem música, vêem TV, tudo ao mesmo tempo. Também têm pressa para conseguir reconhecimento e crescimento profissional e mudam de emprego com facilidade quando não estão satisfeitos”. Essa seria uma das razões por que aparentemente jovens dessa faixa etária costumam mudar de denominação com muito mais frequência.

Eline salienta que normalmente um Y “não dá muita bola para hierarquia” e, por ser participativo, desenvolto, “ligadão” e íntimo da tecnologia, “está sempre em meio aos conflitos entre gerações, principalmente por ser questionador e lutar para ter sua visão aceita”.

A Y Cléia Maier, membro da AD em Blumenau (SC), é formada em Ciências Sociais e atua na área de recursos humanos, onde paulatinamente percebe a diferença de gerações. “Há um modo muito peculiar na forma de cada uma lidar com o mercado de trabalho. Hoje, nós, os jovens, temos possibilidade de opinar em reuniões, sermos ouvidos por diretores. Épocas atrás, isso não existia. Alguns ainda usam expressões do tipo ‘No meu tempo era melhor, era diferente’, mas quase sempre é para se autoafirmar. É imprescindível uma troca de experiências”, reflete Cléia.

Fonte: O Diário do Norte do Paraná

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