Publicado por: paulabertho | janeiro 23, 2012

Arquitetura das idéias – 1ª parte

Para estruturar argumentos é preciso pensar o texto como uma rede de produção que inclui a leitura, a pesquisa e até sua realização

 

Potência

Hamilton Ribeiro brinca com uma frase do cronista Rubem Braga. “Escrever é fácil: começa o texto com letra maiúscula e termina com o ponto final.” Como em uma ciência exata, diz ter chegado a uma fórmula do grande texto argumentativo, que aplica ao jornalismo: G = (BC + BF) x (T x T’)n. Ou seja, grande texto é um bom começo mais um bom final, multiplicado por talento vezes trabalho elevados à “potência necessária”. Para ele, o bom começo desperta o interesse no leitor de chegar até o fim do texto.

- É o anzol que vai fisgar o leitor – compara.

O bom final vai lhe dar a satisfação de ter lido.

- É preciso deixar um gosto de quero mais, como naquele filme que você gostaria que tivesse mais alguns minutos – exemplifica.

Para explicar “potência necessária”, ele recorre à história sobre o carro da rainha Elizabeth, do Reino Unido.

- Dizem que a Rolls-Royce construiu um carro para que ela pudesse percorrer suas terras sem correr o risco de atolar ou parar por falta de força no motor. Quando lhe perguntaram qual era a potência daquele carro para não falhar diante dos obstáculos, a rainha respondeu: a necessária – diz.

Fonte: http://revistalingua.uol.com.br/imprime.asp?codigo=12472, edição nº 74, dezembro/2011.


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